
Os miomas uterinos são tumores benignos muito comuns na vida reprodutiva da mulher, mas uma dúvida frequente surge após os 40 anos: o que acontece com eles na menopausa?
Com as mudanças hormonais naturais dessa fase, os miomas tendem a apresentar uma redução progressiva de tamanho e sintomas, mas nem sempre desaparecem completamente.
Por que os miomas tendem a diminuir na menopausa
Os miomas crescem sob a influência dos hormônios femininos, especialmente estrogênio e progesterona.
Com a chegada da menopausa e a queda desses hormônios, o estímulo de crescimento é reduzido, fazendo com que muitos miomas se tornem inativos.
Entretanto, nem todas as mulheres vivenciam essa regressão completa. Alguns casos podem manter sintomas, principalmente quando há reposição hormonal sem acompanhamento adequado.
Quando é necessário manter o acompanhamento
Mesmo após a menopausa, a presença de sangramento uterino anormal, dor pélvica ou aumento do volume abdominal deve ser investigada.
Esses sinais podem indicar:
Miomas ainda ativos;
Crescimento atípico das lesões;
Alterações endometriais que merecem avaliação detalhada.
Em situações assim, exames de imagem (ultrassonografia transvaginal ou ressonância magnética) ajudam a diferenciar miomas de outras condições.
O papel da terapia hormonal
A terapia de reposição hormonal (TRH) pode ser uma grande aliada no controle dos sintomas da menopausa, mas deve ser prescrita com cautela em pacientes com histórico de miomas.
Alguns esquemas hormonais, especialmente aqueles com doses elevadas de estrogênio, podem estimular o crescimento residual dos tumores.
Por isso, o equilíbrio entre alívio dos sintomas e segurança uterina deve ser avaliado caso a caso.
Conclusão
A menopausa marca uma nova fase e, com ela, mudanças importantes no comportamento dos miomas.
A maioria das mulheres percebe melhora dos sintomas, mas o acompanhamento médico continua sendo fundamental para garantir tranquilidade e prevenção.
Mesmo após o fim da menstruação, cuidar da saúde uterina é cuidar de si mesma.
A atenção e o acompanhamento fazem toda a diferença para viver essa fase com bem-estar e confiança.