
A endometriose não é uma doença única e igual para todas as mulheres.
Ela se manifesta de formas diferentes, com comportamentos distintos e impactos variados na qualidade de vida. Compreender os tipos de endometriose é fundamental para um diagnóstico mais preciso e para a definição do tratamento mais adequado.
O que define os tipos de endometriose
A classificação da endometriose está relacionada principalmente à profundidade das lesões e ao local onde elas se desenvolvem. Essa diferenciação não é apenas teórica: ela influencia sintomas, exames diagnósticos e decisões terapêuticas.
Endometriose superficial
A endometriose superficial é caracterizada por lesões localizadas na superfície do peritônio, a membrana que reveste a cavidade abdominal. São lesões pequenas, muitas vezes difíceis de identificar em exames de imagem.
Apesar do nome, “superficial” não significa sintomas leves. Muitas mulheres com esse tipo apresentam dor intensa, especialmente durante o período menstrual, o que reforça que a gravidade da dor não depende apenas da profundidade da lesão.
Endometriose profunda
A endometriose profunda ocorre quando as lesões infiltram mais de 5 milímetros abaixo do peritônio. É considerada a forma mais complexa da doença e pode atingir estruturas como intestino, bexiga, ligamentos pélvicos e nervos.
Esse tipo costuma estar associado a dor pélvica crônica, dor na relação sexual e sintomas intestinais ou urinários cíclicos. O tratamento frequentemente exige abordagem multidisciplinar e, em muitos casos, cirurgia especializada.
Endometriose ovariana (endometrioma)
A endometriose ovariana se manifesta por meio dos endometriomas, cistos formados nos ovários. Nem sempre o endometrioma é o principal responsável pela dor, mas ele pode ser um marcador de doença mais extensa, especialmente da endometriose profunda.
Sua presença exige avaliação criteriosa, principalmente em mulheres com desejo reprodutivo, já que pode impactar a reserva ovariana.
O que muda no tratamento
O tratamento da endometriose não se baseia apenas no tipo, mas na combinação entre sintomas, idade, desejo reprodutivo e impacto na vida da paciente. Entre as abordagens possíveis estão:
Tratamento clínico hormonal;
Controle da dor e da inflamação;
Cirurgia minimamente invasiva em casos selecionados.
Conclusão
Entender os tipos de endometriose ajuda a desfazer mitos e a reforçar que cada mulher precisa de um plano de cuidado individualizado. Classificar corretamente a doença é um passo essencial para devolver qualidade de vida e segurança às pacientes.